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‘Estátua viva’: Influenciadora viraliza com rotina falando de doença rara que transforma músculos em ossos

Martinha Brito usa as redes para falar com bom humor sobre a doença. Ela luta por reconhecimento no sistema de saúde e denunciou ataques na internet.

Rayane Araújo
Por: Rayane Araújo Fonte: G1 Ceará
13/06/2026 às 09h49
‘Estátua viva’: Influenciadora viraliza com rotina falando de doença rara que transforma músculos em ossos

A influenciadora Maria Luiza de Brito, conhecida como Martinha Brito, decidiu usar as redes sociais para conscientizar sobre uma doença ultrarrara. Há 15 anos, ela foi diagnosticada com Fibrodisplasia Ossificante Progressiva (FOP), condição que atinge cerca de uma a cada dois milhões de pessoas (entenda mais sobre a doença abaixo).

 

Martinha mora em Viçosa do Ceará, no interior do estado, e acumula mais de 200 mil seguidores no Instagram. Em seus perfis, ela publica vídeos mostrando a rotina com a doença, que, em muitos momentos, encara com bom humor.

 

 A Fibrodisplasia Ossificante Progressiva (FOP) é uma doença genética em que os músculos e tecidos moles são gradualmente substituídos por tecido ósseo. Estimativas apontam que, no Brasil, existem de 120 a 150 casos.

 

Nas redes sociais, Martinha responde a dúvidas de seguidores sobre como toma banho, se alimenta ou dorme. “Eu comecei a publicar meus vídeos, a aprofundar mais o conhecimento sobre a minha patologia. Assim, eu fui ganhando seguidores. Hoje, para mim, é uma honra mostrar sobre essa condição que é rara e também motivar as pessoas a continuar lutando”, destacou.

 

“Hoje eu sou uma pessoa rara. Tenho uma patologia que não tem cura. Os músculos viram ossos, os nervos ficam enrijecidos e a pessoa vai perdendo toda a mobilidade, transformando o corpo como se fosse uma estátua viva”, explicou Martinha.

 

Martinha disse que já nasceu com o primeiro sintoma da FOP: uma má formação nos "dedões" dos pés. No entanto, os sintomas se agravaram aos 6 anos.

 

Martinha lembrou que a mãe notou uma variação em seu braço após a aplicação da vacina. “Quando ela foi me banhar, percebeu no meu braço. Era como se a agulha tivesse quebrado. Aí já começou a murchar a musculatura, e eu já fui ficando rígida”, contou.

 

“Começou no pescoço, depois no braço e, aos 16 anos, eu já não conseguia mais sentar, já me locomovia com dificuldade”, lembrou. Nessa idade, ela recebeu um diagnóstico errado de distrofia muscular.

 

O diagnóstico correto da FOP veio apenas aos 32 anos, após uma consulta com um médico em Sobral, no norte do Ceará

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