
O Ceará inicia a vacinação contra a influenza nos grupos prioritários nesta sexta-feira (20), antes do restante do País. A antecipação da campanha ocorre em meio ao período sazonal de crescimento de síndromes gripais, que apresenta uma predominância de casos de influenza neste ano.
O pioneirismo estadual não é uma novidade, conforme aponta a coordenadora de Imunização da Secretaria da Saúde (Sesa), Ana Karine Borges, em entrevista ao Diário do Nordeste.
"Historicamente, o Ceará vem sempre antecipando suas estratégias de vacinação, considerando toda a oportunidade que a cadeia de frio e a gestão estadual, em colaboração com os municípios, proporcionam para que as vacinas cheguem imediatamente às salas de vacinação”, disse.
O início da campanha acontece em meio à circulação da “gripe k” no Estado. Apesar do nome, a condição não é uma doença nova, mas uma variante do vírus da Influenza A (H3N2) com alta taxa de transmissibilidade. A autoridade de saúde reforça que o imunizante atual oferece proteção contra a mutação.
Como o fármaco leva de duas a três semanas para que o corpo desenvolva os anticorpos necessários, a antecipação também é estratégica para frear a cadeia de transmissão.
A influenza é uma doença que realmente pode complicar, pode levar a óbito, principalmente quando a gente se trata de grupos mais vulneráveis. [...] Então, se a vacina já está disponível, a gente precisa garantir essa imunização em tempo oportuno para que a gente possa evitar maiores complicações."
Ana Karine Borges
Coordenadora de Imunização da Sesa
Crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, professores, profissionais da saúde, caminhoneiros e outros públicos vulneráveis fazem parte dos grupos prioritários contemplados pela ação de vacinação, conforme a Sesa.
Até a madrugada dessa quinta-feira (19), o Ministério da Saúde enviou um total de 760 mil doses ao território cearense, o que representa aproximadamente 21% da meta local de vacinar 3,4 milhões de pessoas até 30 de maio.
São imunizados o público considerado mais vulnerável, como crianças e idosos, que atualmente são os mais hospitalizados devido ao agravamento de quadros de influenza no Estado.
Além deles, segundo Ana Karine, são vacinados os trabalhadores de serviços essenciais, como professores, profissionais da saúde e caminhoneiros, evitando ausências em seus postos de operação ou transmissão do vírus a outras pessoas.
• Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);
• Trabalhadores da Saúde;
• Gestantes e puérperas;
• Professores do ensino básico e superior;
• Povos indígenas e quilombolas;
• Pessoas com 60 anos ou mais;
• Pessoas em situação de rua;
• Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
• Pessoas com deficiência permanente;
• Caminhoneiros;
• Trabalhadores dos Correios;
• Trabalhadores portuários e de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso;
• Profissionais das Forças Armadas, Forças de Segurança e Salvamento;
• População privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas.