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OMS convoca reunião de emergência sobre surto de ebola no Congo

Epidemia no país já teria provocado 131 mortes e tem 513 casos suspeitos

Rayane Araújo
Por: Rayane Araújo Fonte: Diário do Nordeste
19/05/2026 às 11h53
OMS convoca reunião de emergência sobre surto de ebola no Congo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou uma reunião do comitê de emergências, nesta terça-feira (19), para tratar sobre o surto de ebola que afeta a República Democrática do Congo (RDC).

 

O que motivou a reunião de emergência da OMS?

O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um alerta para "a escala e a velocidade" da epidemia no país, que já teria provocado 131 mortes e 513 casos suspeitos.

 

O ebola provoca uma febre hemorrágica extremamente contagiosa e foi responsável por causar mais de 15 mil mortes na África nos últimos 50 anos.

 

Por que o surto preocupa autoridades internacionais?

No último domingo (17), a OMS declarou uma emergência de saúde pública de importância internacional para enfrentar a epidemia no país da África Central com mais de 100 milhões de habitantes.

 

A agência de saúde da União Africana (Africa CDC) também declarou uma "emergência de saúde pública" continental. Até o momento, poucas amostras foram analisadas em laboratório e os balanços são baseados principalmente em casos suspeitos.

 

"Todas as mortes que informamos são aquelas que detectamos na comunidade, sem dizer necessariamente que estejam vinculadas ao ebola", explicou o ministro da Saúde da RDC, Samuel Roger Kamba, à televisão nacional.

 

"Não acredito que esta epidemia vá terminar em dois meses. A extensão da epidemia dependerá da rapidez da nossa resposta", advertiu Anne Ancia, representante da OMS na RDC, que recordou uma epidemia anterior que durou dois anos.

 

Existe vacina contra o ebola?

Não há vacina ou tratamento específico para a cepa responsável pelo atual surto de ebola, chamada Bundibugyo. A OMS avalia se alguma vacina candidata ou algum tratamento poderia ser utilizado contra a variante.

 

Para tentar conter a propagação, as autoridades trabalham para detectar rapidamente os casos e para limitar os contatos. Também iniciaram uma campanha para incentivar a população a cumprir as medidas de contenção.

 

O presidente congolês, Felix Tshisekedi, pediu à população que mantenha a "calma" e disse que serão adotadas "todas as medidas necessárias para reforçar a resposta".

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