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Inteligência artificial da Apple detecta gravidez e infecções com até 92% de precisão, revela estudo

Até o momento, a Apple não confirmou quando — ou se — a tecnologia será integrada de forma oficial aos dispositivos da marca.

Rayane Araújo
Por: Rayane Araújo
16/07/2025 às 14h55 Atualizada em 16/07/2025 às 15h06
Inteligência artificial da Apple detecta gravidez e infecções com até 92% de precisão, revela estudo

Um estudo recente apoiado pela Apple revelou que uma nova tecnologia de inteligência artificial desenvolvida pela empresa é capaz de identificar sinais de gravidez, infecções e outras condições de saúde com alta precisão, utilizando apenas dados comportamentais coletados por dispositivos como Apple Watch e iPhone.

A pesquisa foi conduzida por meio do Apple Heart and Movement Study (AHMS), iniciativa da Apple em parceria com instituições médicas e acadêmicas, que já conta com mais de 160 mil participantes. O estudo analisou cerca de 2,5 bilhões de horas de dados provenientes de usuários, tornando-se uma das maiores bases de dados comportamentais voltadas para a saúde.

Comportamento como biometria

O modelo de IA utilizado no estudo foi batizado de Wearable Behavior Model (WBM). Diferente dos sistemas tradicionais que dependem de sensores biométricos diretos — como medição de batimentos cardíacos ou níveis de oxigênio no sangue —, o WBM foi treinado para reconhecer padrões comportamentais sutis, como:

  • Qualidade e duração do sono
  • Níveis de atividade física e mobilidade
  • Ritmo de caminhada
  • Frequência e intensidade de exercícios
  • Mudanças na rotina diária

Esses dados foram agrupados em intervalos semanais e analisados por uma arquitetura de rede neural chamada Mamba-2, especializada em detectar padrões temporais.

Precisão de até 92% na detecção de gravidez

Ao todo, o modelo foi avaliado em 57 tarefas de classificação de condições de saúde. Em grande parte delas, o sistema comportamental superou os modelos baseados exclusivamente em sensores biométricos.

A detecção de gravidez foi um dos destaques do estudo, atingindo 92% de precisão quando os dados comportamentais foram combinados com informações fisiológicas. O modelo também se mostrou eficaz em identificar infecções, uso de medicamentos específicos (como beta-bloqueadores), lesões musculares e até episódios de fibrilação atrial.

 

Até o momento, a Apple não confirmou quando — ou se — a tecnologia será integrada de forma oficial aos dispositivos da marca. O estudo serve como base para possíveis implementações futuras no watchOS ou em versões mais avançadas do Apple Watch.

 

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