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Tontura, náusea e dor: Prefeitura de Maracanaú investiga intoxicação em moradores após odor

Autoridades locais investigam o que poderia ter causado o caso.

Rayane Araújo
Por: Rayane Araújo Fonte: Diário do Nordeste
11/06/2026 às 09h04
Tontura, náusea e dor: Prefeitura de Maracanaú investiga intoxicação em moradores após odor

Moradores afirmam terem passado mal após inalarem um forte odor "químico" registrado por dias em alguns bairros de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A população detalha ter sentido dor de cabeça intensa, ardência no nariz, náusea e tontura após inalar o cheiro. As autoridades locais investigam o caso.

 

Segundo os relatos, o episódio foi registrado nas localidades de Acaracuzinho, de Santo Sátiro e de Novo Oriente, entre o fim de maio e o início de junho. Nesse período, o fedor, descrito como pungente e sufocante, teria variado de intensidade e causado episódios de desconforto, inclusive em animais, levando até algumas pessoas a deixarem a região temporariamente.

 

Em nota ao Diário do Nordeste, a Prefeitura de Maracanaú, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Semam), disse acompanhar as denúncias relacionadas ao caso e detalha que uma equipe de fiscalização realizou diligências nas áreas apontadas, incluindo o Distrito Industrial e adjacências.

 

Porém, até a tarde desta quarta-feira (10), não foi identificada a origem do suposto odor nem constatada a presença de emissões que permitissem vincular o fato a algum empreendimento.

 

No comunicado, a Pasta ainda ressalta que não possui registro recente de casos semelhantes nos bairros mencionados e afirma que mantém equipes de fiscalização de plantão acompanhando a ocorrência. “Novas ações poderão ser realizadas conforme o recebimento de informações que auxiliem na identificação da possível fonte da ocorrência”, diz.

 

Residentes relatam mal-estar após inalar odor ‘químico’

Uma das afetadas pelo episódio foi a universitária Aline Mendes, que reside no bairro Novo Oriente. Ela conta que foi surpreendida pelo forte odor na noite de 2 de junho. “Parecia um cheiro ácido, como se fosse amônia. A gente não conseguia identificar exatamente o que era”, descreve.

 

Devido à intensidade, inicialmente a estudante chegou a desconfiar que o cheiro poderia estar sendo causado por algum vazamento na residência, mas, após verificar, percebeu que a origem era externa. “Estava na rua inteira. Então, comecei a mandar mensagem para outras pessoas do bairro, que relataram que também estavam sentindo”, relembra.

 

Senti uma dor de cabeça muito forte, os olhos ardiam e uma sensação de enjoo.”

Aline Mendes

Universitária

 

Apesar dos sintomas, Aline preferiu não procurar ajuda médica. Além dela, uma moradora do bairro Acaracuzinho, que não quis se identificar, relata à reportagem que teve um quadro parecido ao inalar o odor, descrito como semelhante à queima de plástico. Ela também não buscou atendimento. 

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