
Moradores afirmam terem passado mal após inalarem um forte odor "químico" registrado por dias em alguns bairros de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A população detalha ter sentido dor de cabeça intensa, ardência no nariz, náusea e tontura após inalar o cheiro. As autoridades locais investigam o caso.
Segundo os relatos, o episódio foi registrado nas localidades de Acaracuzinho, de Santo Sátiro e de Novo Oriente, entre o fim de maio e o início de junho. Nesse período, o fedor, descrito como pungente e sufocante, teria variado de intensidade e causado episódios de desconforto, inclusive em animais, levando até algumas pessoas a deixarem a região temporariamente.
Em nota ao Diário do Nordeste, a Prefeitura de Maracanaú, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Semam), disse acompanhar as denúncias relacionadas ao caso e detalha que uma equipe de fiscalização realizou diligências nas áreas apontadas, incluindo o Distrito Industrial e adjacências.
Porém, até a tarde desta quarta-feira (10), não foi identificada a origem do suposto odor nem constatada a presença de emissões que permitissem vincular o fato a algum empreendimento.
No comunicado, a Pasta ainda ressalta que não possui registro recente de casos semelhantes nos bairros mencionados e afirma que mantém equipes de fiscalização de plantão acompanhando a ocorrência. “Novas ações poderão ser realizadas conforme o recebimento de informações que auxiliem na identificação da possível fonte da ocorrência”, diz.
Residentes relatam mal-estar após inalar odor ‘químico’
Uma das afetadas pelo episódio foi a universitária Aline Mendes, que reside no bairro Novo Oriente. Ela conta que foi surpreendida pelo forte odor na noite de 2 de junho. “Parecia um cheiro ácido, como se fosse amônia. A gente não conseguia identificar exatamente o que era”, descreve.
Devido à intensidade, inicialmente a estudante chegou a desconfiar que o cheiro poderia estar sendo causado por algum vazamento na residência, mas, após verificar, percebeu que a origem era externa. “Estava na rua inteira. Então, comecei a mandar mensagem para outras pessoas do bairro, que relataram que também estavam sentindo”, relembra.
Senti uma dor de cabeça muito forte, os olhos ardiam e uma sensação de enjoo.”
Aline Mendes
Universitária
Apesar dos sintomas, Aline preferiu não procurar ajuda médica. Além dela, uma moradora do bairro Acaracuzinho, que não quis se identificar, relata à reportagem que teve um quadro parecido ao inalar o odor, descrito como semelhante à queima de plástico. Ela também não buscou atendimento.