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'Não perdoa nem família': advogada de 'Marcinho VP' tentou extorquir R$ 120 mil de deputado estadual do CE

Outro advogado e a esposa dele também são acusados de atuar em conluio com a advogada de 01 do CV.

Rayane Araújo
Por: Rayane Araújo Fonte: Diário do Nordeste
29/05/2026 às 11h14
'Não perdoa nem família': advogada de 'Marcinho VP' tentou extorquir R$ 120 mil de deputado estadual do CE

A advogada Paloma Gurgel de Oliveira Cerqueira Bandeira, que representa o número 1 da facção criminosa Comando Vermelho (CV) Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, é acusada de tentar extorquir o deputado estadual do Ceará, Simão Pedro, líder da bancada do PSD, e de fazer diversas ameaças de morte contra ele e sua família. A mulher, que também atuava como influenciadora nas redes sociais, foi presa em 23 de janeiro deste ano em Natal (RN), por suspeita de integrar o grupo criminoso que praticava essas extorsões.

 

No último dia 22 de maio, a Justiça negou liberdade provisória à advogada, que está recolhida na Companhia Independente de Policiamento de Guardas (CIPGB/PMRN), na capital do Rio Grande do Norte.

 

Paloma usa a advocacia para gerar conteúdo nas redes sociais e já chegou a dizer que foi salva de um ataque a tiros em razão do silicone que utilizava no peito.

 

"Aqui a gente não perdoa nem família." "Sou geral do Brasil e do Ceará do setor de cobranças." São algumas das mensagens de Paloma para o assessor parlamentar de Simão, às quais o Diário do Nordeste obteve acesso.

 

As mensagens revelam um suposto "combinado", em que Paloma cobra R$ 70 mil e depois mais R$ 51.600, que seriam de lucro caso "tivesse ocorrido a segunda parte da prestação do serviço". Os fatos são negados pelo parlamentar, que afirmou não haver dívidas. 

 

 

Aliados à advogada na extorsão contra Simão Pedro estavam o também advogado Antônio Cristiano Sampaio e a esposa, Bárbara Pinheiro. Bárbara foi presa no mesmo dia que Paloma, só que em Fortaleza, no bairro Carlito Pamplona. Ela já foi solta, entretanto, após a Justiça conceder um habeas corpus em 31 de março. 

 

Segundo a investigação, ela e o esposo chegaram a ir à sede da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) para tentar acessar o gabinete do parlamentar, mas tiveram a entrada negada. Esse episódio fez Cristiano, que é advogado, entrar com um relato de violação de prerrogativas no Centro de Apoio e Defesa das Prerrogativas da OAB-CE, afirmar que foi cerceado ao entrar na Alece para uma reunião com outro deputado. 

 

A investigação aponta que o impedimento de entrar na Alece fez surgir novas ameaças contra o deputado Simão. 

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